O Nascer de Novo

Se, com a tua boca, con­fes­sares ao Sen­hor Jesus e, em teu coração, creres que Deus o ressus­ci­tou dos mor­tos, serás sal­vo” Romanos 10:9

No nív­el nat­ur­al todos temos difer­entes ati­tudes, for­mação, edu­cação, esco­lar­i­dade e car­ac­terís­ti­cas que são iner­entes à for­ma como fomos cri­a­dos. A influên­cia, o caráter de nos­sos pais e uma infinidade de out­ros fatores se coag­u­lam e for­mam o nos­so eu. Ess­es fatores nos tor­nam mais ou menos maleáveis ou ret­i­centes que out­ros.
Se obser­var­mos os grandes home­ns da fé, tan­to os apre­sen­ta­dos na Bíblia Sagra­da quan­to aque­les que exi­s­ti­ram na história da Igre­ja, vamos ver­i­ficar que suas vidas foram afe­tadas por catástro­fes de grandes pro­porções. Ess­es enfrenta­men­tos pro­duzi­ram efeitos de cresci­men­to na fé que os impul­sion­aram a realizar grandes feitos para o Reino de Deus. Se alçamos obje­tivos de realizar grandes coisas para o Sen­hor, podemos esper­ar enfrentar grandes difi­cul­dades. Mes­mo que não ten­hamos grandes aspi­rações de par­tic­i­par ati­va­mente no desen­volvi­men­to da Obra de Deus, Ele vai enviar situ­ações que visam o nos­so cresci­men­to, pois esse cresci­men­to não é opcional, mas com­pul­sório. Se somos real­mente salvos pela obra reden­to­ra de Cristo, o nos­so teste­munho de vida trans­for­ma­da, que só obte­mos pela graça e mis­er­icór­dia do Sen­hor, vai tran­spi­rar além de nos­sos lim­ites e alcançar àque­les que nos são próx­i­mos. Esse teste­munho não é opcional como já men­ciona­do aqui. Deus, pela atu­ação do Espíri­to San­to, opera em nós essa trans­for­mação rad­i­cal. Deix­am­os de nos con­cen­trar em nós mes­mos e pas­samos a ser mem­bros ativos do Cor­po de Cristo. Todavia, pre­cisamos enten­der que Deus nos criou como seres semel­hantes à Êle, “segun­do à Sua imagem e con­forme a Sua semel­hança”, con­forme nar­ra as Escrit­uras em Gêne­sis 1:26. Isso sig­nifi­ca que temos von­tade própria a qual Êle respei­ta, caso con­trário seríamos robôs exe­cu­tan­do tare­fas pré-pro­gra­madas. Por­tan­to, se somos seres voli­tivos, dota­dos de von­tade própria, para que aceit­e­mos a obra reden­to­ra e trans­for­mado­ra de Cristo, de nós exigi­do uma ação voli­ti­va – a expressão da nos­sa von­tade autor­izan­do a rev­e­lação sobre­nat­ur­al do amor de Deus. Não que a mes­ma não seja rev­e­la­da nat­u­ral­mente, pois estão expres­sas em todas as obras de Sua cri­ação; mas, para que o véu que enco­bre e obscurece o nos­so entendi­men­to seja reti­ra­do e ten­hamos uma visão clara da Sua minifes­tação para conosco.
… e cumpriu-se a Escrit­u­ra, que diz: E creu Abraão em Deus, e foi-lhe isso imputa­do como justiça, e foi chama­do o ami­go de Deus. Tia­go 3:23 [ênfase acres­cen­ta­da]
Deus espera de nós somente a rendição de nos­sa von­tade con­fes­san­do-lhe que ape­sar de, no âmbito nat­ur­al, não ter­mos a capaci­dade de enten­der as coisas espir­i­tu­ais, pois elas somente de dis­cernem espir­i­tual­mente, tal per­mis­são Lhe seja dada. Êle jamais vio­la a nos­sa von­tade.
Ora, o homem nat­ur­al não com­preende as coisas do Espíri­to de Deus, porque lhe pare­cem lou­cu­ra; e não pode entendê-las, porque elas se dis­cernem espir­i­tual­mente. 1 Corín­tios 2:14 [ênfase acres­cen­ta­da]
Por­tan­to, deve­mos declarar ao Sen­hor que tal per­mis­são Lhe é dada para que Êle pos­sa se rev­e­lar à nós. Essa é a chave que nos abre as rev­e­lações do Espíri­to de Deus.
Essa dico­to­mia (entre o nat­ur­al e espir­i­tu­al) foi enfa­ti­za­da por Jesus no iní­cio de seu min­istério aqui na ter­ra. Ele afir­mou que “se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus”. Êle se refe­ria ao “nascer da água e do Espíri­to”. Toda a nar­ra­ti­va da for­ma como o Espíri­to de Deus atua para a rev­e­lação do mun­do espir­i­tu­al está clara­mente descri­ta no Livro de João 3:1–21. Nesse tex­to Jesus dá teste­munho da Sua mis­são ao mun­do e as condições para que nós ten­hamos essa rev­e­lação e aceit­e­mos as coisas espir­i­tu­ais.
O decorti­nar da vida espir­i­tu­al exige nos­so ato voli­ti­vo, a nos­sa declar­ação da von­tade em crer, mes­mo que nos­sa fé não seja sufi­ciente para tal. Out­ro exem­p­lo dessa condição é declar­a­da na Palavra quan­do um pai trouxe seu fil­ho ende­mon­in­hado à Jesus para ser lib­er­to.
E Jesus disse-lhe: Se tu podes crer; tudo é pos­sív­el ao que crê. E logo o pai do meni­no, cla­man­do, com lágri­mas, disse: ‘Eu creio, Sen­hor! Aju­da a min­ha incredul­i­dade’. E Jesus, ven­do que a mul­ti­dão con­cor­ria, repreen­deu o espíri­to imun­do, dizen­do-lhe: Espíri­to mudo e sur­do, eu te orde­no: sai dele e não entres mais nele. E ele, cla­man­do e agitando‑o com vio­lên­cia, saiu; e ficou o meni­no como mor­to, de tal maneira que muitos diziam que esta­va mor­to. Mas Jesus, tomando‑o pela mão, o ergueu, e ele se levan­tou. Mar­cos 9:23–27 [ênfase acres­cen­ta­da]
O após­to­lo Paulo tam­bém enfa­ti­zou esse princí­pio espir­i­tu­al ao declarar: “Se, com a tua boca, con­fes­sares ao Sen­hor Jesus e, em teu coração, creres que Deus o ressus­ci­tou dos mor­tos, serás sal­vo” Romanos 10:9 [ênfase acres­cen­ta­da]. Note que a condição para o descorti­nar do mun­do espir­i­tu­al, segun­do Páu­lo, é a declar­ação, procla­mação, um ato voli­ti­vo em alto e bom som, para que não somente os seus próprios ouvi­dos ouçam mas, prin­ci­pal­mente, para que o reino espir­i­tu­al que nos rodeia ouça a procla­mação da sua decisão, o seu edi­to final. O ter­mo “serás sal­vo” expres­so por Paulo é a con­clusão do descorti­nar do reino de Deus que nos foi rev­e­la­do em Jesus.
Caso você ten­ha toma­do essa decisão ago­ra, parabéns! O mun­do espir­i­tu­al vai se descorti­nar a você de uma for­ma tremen­da. Aplique-se à leitu­ra da Palavra de Deus e pro­cure entrar em comunhão com aque­les que con­fes­sam a Jesus como Sen­hor e Mestre sem­pre lem­bran­do que é o Espíri­to de Deus que o con­duzirá nes­sa jor­na­da de cresci­men­to espir­i­tu­al e o levará ao con­hec­i­men­to de toda a ver­dade, e o propósi­to de lhe escr­ev­er foi ple­na­mente alcança­do.

Extraí­do do livro inti­t­u­la­do “A Von­tade de Deus em Meio a Crise” Autor: Rena­to C Brud­er © 2014 — Orlan­do, FL, EUA.