Jesus nasceu no Natal?

 “Porque um meni­no nos nasceu, um fil­ho se nos deu; e o prin­ci­pa­do está sobre os seus ombros; e o seu nome será Mar­avil­hoso Con­sel­heiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.” Isaías 9:6

Muitos pen­sam que o fato de comem­o­rar­mos o Natal em 25 de dezem­bro de cada ano, sig­nifi­ca que o nasci­men­to de Jesus ocor­reu nesse dia. Out­ros afir­mam que Jesus teria nasci­do em out­ubro, ou seja, no out­ono no hem­is­fério norte, por ocasião da Fes­ta dos Tabernácu­los, ale­gan­do que Jesus veio para habitar entre nós, mas isso tam­bém não é cor­re­to.

Vamos nos trans­for­mar em dete­tives e inves­ti­gar os fatos. Ini­ciemos pelas nar­ra­ti­vas das Escrit­uras, a Bíblia Sagra­da, para con­statar o que ela nos declara sobre o nasci­men­to do Mes­sias:

Dica # 1 — Os pastores cuidavam das ovelhas durante a noite

Lucas nar­ra o seguinte sobre o nasci­men­to de Jesus:

“E acon­te­ceu que, estando eles ali, se cumpri­ram os dias em que ela havia de dar à luz. E deu à luz o seu fil­ho pri­mogêni­to, e envolveu‑o em panos, e deitou‑o numa man­je­doura, porque não havia lugar para eles na esta­lagem. Ora, havia, naque­la mes­ma comar­ca, pas­tores que estavam no cam­po e guar­davam durante as vigílias da noite o seu reban­ho.” Lucas 2:6–8

Os rabi­nos declar­am no Tal­mude, que é o reg­istro man­ti­do pelos sac­er­dotes do Judaís­mo, que os pas­tores somente devem estar nos cam­pos a par­tir de março até a estação das chu­vas. Os seguintes fatos chamam a nos­sa atenção nes­sa declar­ação:

a.     O que estari­am fazen­do os pas­tores durante as vigílias da noite?

Con­stata­mos que as ovel­has somente se repro­duzem uma vez por ano e dão cria num úni­co perío­do do ano, durante a pri­mav­era (no hem­is­fério norte), quan­do a tem­per­atu­ra é ame­na. As ovel­has não são como os humanos que se repro­duzem em qual­quer perío­do do ano. Esse perío­do, entre fevereiro e maio, é a época de nasci­men­to dos cordeir­in­hos haven­do maior incidên­cia no mês de Nisan (entre março e abril do cal­endário Gre­go­ri­ano, que atual­mente usamos). Vale a pena enfa­ti­zar que o cal­endário Judaico é um cal­endário lunar, por­tan­to segue as fas­es da lua, ou seja, à cada lua-nova se ini­cia um novo mês. O fato dos pas­tores estarem no cam­po à noite des­ti­na­va-se a assi­s­tir as ovel­has que davam à luz nos pas­tos daque­la região. Out­ras citações do Tal­mude tam­bém apon­tam para as instruções especí­fi­cas aos pas­tores para a preparação de reban­hos para os sac­ri­fí­cios no tem­p­lo, exata­mente na região de Belém. Nada mais apro­pri­a­do para Deus enviar o Cordeiro de Deus naque­la região e naque­la estação do ano. Have­ria um lugar mais apro­pri­a­do para Deus enviar o Seu Cordeiro para nascer do que naque­le lugar? E tudo foi feito para que se cumprisse as pro­fe­cias.

b.     Não ocor­reu durante a Fes­ta dos Tabernácu­los

Se fos­se o caso, José, o pai de Jesus estaria que­bran­do a lei que obri­ga­va a todos os home­ns a com­pare­cer em Jerusalém por ocasião da fes­ta. Em espe­cial, o nasci­men­to de Jesus não faria com que José que­brasse a lei, pois Deus é um Deus de ordem.

c.      Quem Deus sele­ciona para anun­ciar a chega­da do Cordeiro de Deus? 

Os pas­tores que estavam no cam­po aguardan­do a chega­da dos cordeir­in­hos que nasci­am durante a noite foram avisa­dos pelo anjo do Sen­hor sobre o nasci­men­to do Mes­sias.

d.     No mês de Nisan ocorre a Fes­ta da Pás­coa

Relem­bran­do, o povo judeu foi instruí­do no Egi­to a pegar um cordeiro de um ano e trazê-lo para den­tro de casa, onde dev­e­ria per­manecer durante 4 dias, e depois dev­e­ria ser sac­ri­fi­ca­do. O seu sangue dev­e­ria ser colo­ca­do nos umbrais da por­ta da casa, e o cordeiro assa­do, e comi­do com­ple­ta­mente, com pães ázi­mos, sem deixar nada sobrar.

e.     Jesus foi sac­ri­fi­ca­do na Pás­coa dos Judeus

É inter­es­sante notar que Jesus nasceu durante a Pás­coa e tam­bém foi sac­ri­fi­ca­do por nós durante a Pás­coa. Os cordeir­in­hos que nasce­r­am no ano ante­ri­or, ago­ra com 1 ano, estavam pron­tos para ser sac­ri­fi­ca­dos. Pelas orde­nanças de Deus trans­mi­ti­das à Moisés, cada chefe de família dev­e­ria tomar um cordeir­in­ho de um ano de vida e levá-lo ao Tem­p­lo em Jerusalém (e ante­ri­or­mente, ao Tabernácu­lo de Moisés), para ser sac­ri­fi­ca­do, pelos seus peca­dos. Por­tan­to, o mes­mo se apli­ca à vida de Jesus, nascen­do na mes­ma estação em que seria sac­ri­fi­ca­do, ou seja, no mês de Nisan.

Dica # 2 — Os dias santos e as festas de Israel

Os prin­ci­pais fatos na vida de Jesus ocor­reram nos dias san­tos de Israel. Por que razão o seu nasci­men­to não teria ocor­ri­do, tam­bém, numa data espe­cial para os judeus?

Se obser­var­mos aten­ta­mente ver­e­mos que o Dia de Ramos (Nisan 10) é o Dia do Cordeiro, ou seja, o dia em que os cordeiros de 1 ano eram lev­a­dos à Jerusalém para o sac­ri­fí­cio. Jesus aden­trou Jerusalém mon­ta­do num jumentin­ho 4 dias antes da Pás­coa, quan­do o povo for­rou o chão com ramas de pal­ma saudando‑o. Mateus declara: “E as mul­ti­dões, tan­to as que iam adi­ante como as que o seguiam, cla­mavam, dizen­do: Hosana ao Fil­ho de Davi! Ben­di­to o que vem em nome do Sen­hor! Hosana nas alturas!” Mateus 21:9. 

Lem­bre-se de que no Egi­to, o cordeir­in­ho de 1 ano dev­e­ria per­manecer na casa de cada família segun­do os pais por qua­tro dias e então ser sac­ri­fi­ca­do no déci­mo quar­to dia. O mes­mo ocor­reu com Jesus. Per­maneceu em Jerusalém por 4 dias antes de ser sac­ri­fi­ca­do. Esse para­le­lo é fan­tás­ti­co.

As instruções dadas por Moisés em Êxo­do 12 sobre a insti­tu­ição da Pás­coa são claras. No dia 10 do primeiro mês do ano, que vem a ser o mês de Nisan, no cal­endário lunar judaico, o cordeiro sem qual­quer man­cha ou defeito dev­e­ria ser toma­do, e man­ti­do em casa por 4 dias. A orde­nança era para todos as famílias da casa de Israel. Todos dev­e­ri­am se diri­gir à Jerusalém levan­do o seu cordeir­in­ho de um ano para o sac­ri­fí­cio. Deus tam­bém lev­ou o Seu Cordeiro para Jerusalém para ser sac­ri­fi­ca­do.

A primeira orde­nança dada ao povo de Israel era para “tomar o cordeiro”, ter­mo esse que no orig­i­nal, em hebraico, sig­nifi­ca “rece­ber” ou “aceitar” o cordeiro. Da mes­ma for­ma pre­cisamos que aceitar (rece­ber) Jesus, o Cordeiro de Deus.

Jesus foi sac­ri­fi­ca­do no Dia da Pás­coa e ressus­ci­tou no Dia das Primí­cias (ofer­ta dos primeiros fru­tos). Por­tan­to, ess­es fatos inegáveis nos lev­am a con­cluir que Deus tam­bém fez com que Jesus nascesse num dia espe­cial de fes­ta em Israel, no mês de Nisan. Deus é pre­ciso e faz todas as coisas com exatidão. A questão, então, é desco­brir em qual dessas datas ele nasceu. Mas, sabe­mos que deve ter sido nos primeiros dias do mês de Nis­san, que sig­nifi­ca começo, sendo o primeiro mês do ano (Ver Êxo­do 12:2).

Pre­cisamos obser­var que não somente as datas em si são sig­ni­fica­ti­vas, mas Jesus cumpriu aqui­lo que era cel­e­bra­do nes­sas datas. Atual­mente, os judeus cel­e­bram o novo ano judái­co no mês de Tishri (Rosh Hashanah). Entre­tan­to, segun­do a ori­en­tação de Deus dada a Moisés o mês de Nisan é o iní­cio de um novo cal­endário anu­al judaico. Quan­do Jesus veio ao mun­do, um novo cal­endário, uma nova era se inau­gurou.

Dica # 3 — O Calendário Lunar

É impor­tante obser­var, emb­o­ra já comen­ta­do aci­ma, que o cal­endário judaico é um cal­endário lunar, basea­do nas fas­es da lua. Os meses do cal­endário judaico começam com a lua nova e atingem o seu cume na lua cheia. Jesus mor­reu durante o perío­do de lua cheia (durante a Fes­ta da Pás­coa). Lem­bre-se que os sac­er­dotes se apres­saram a reti­rar os exe­cu­ta­dos da cruz para que a fes­ta dos judeus não fos­se “con­t­a­m­i­na­da”. Ver Lucas 23:54.

Out­ro pon­to impor­tante a se obser­var é que na cul­tura judaica o dia se ini­cia no iní­cio da noite, ao ser obser­va­da a primeira estrela visív­el no céu.

Dica # 3 — Os Reis Magos

Na época, os magos eram os estu­diosos das estre­las (e plan­e­tas) sob o Zoroas­tris­mo. Seri­am con­sid­er­a­dos hoje como astról­o­gos e astrônomos, funções que se con­fundi­ram.

Mateus nar­ra a vin­da dos magos do ori­ente da seguinte for­ma:

“E, ten­do nasci­do Jesus em Belém da Judeia, no tem­po do rei Herodes, eis que uns magos vier­am do Ori­ente a Jerusalém, e per­gun­taram: Onde está aque­le que é nasci­do rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no Ori­ente e viemos a adorá-lo. E o rei Herodes, ouvin­do isso, per­tur­bou-se, e toda a Jerusalém, com ele. E, con­gre­ga­dos todos os príncipes dos sac­er­dotes e os escribas do povo, per­gun­tou-lhes onde havia de nascer o Cristo. E eles lhe dis­ser­am: Em Belém da Judeia, porque assim está escrito pelo pro­fe­ta: E tu, Belém, ter­ra de Judá, de modo nen­hum és a menor entre as cap­i­tais de Judá, porque de ti sairá o Guia que há de apas­cen­tar o meu povo de Israel. Então, Herodes, chaman­do sec­re­ta­mente os magos, inquir­iu exata­mente deles acer­ca do tem­po em que a estrela lhes apare­cera. E, envian­do-os a Belém, disse: Ide, e per­gun­tai dili­gen­te­mente pelo meni­no, e, quan­do o achard­es, par­tic­i­pai-mo, para que tam­bém eu vá e o adore. E, ten­do eles ouvi­do o rei, par­ti­ram; e eis que a estrela que tin­ham vis­to no Ori­ente ia adi­ante deles, até que, chegan­do, se deteve sobre o lugar onde esta­va o meni­no. E, ven­do eles a estrela, ale­graram-se muito com grande júbi­lo. E, entran­do na casa, acharam o meni­no com Maria, sua mãe, e, pros­tran­do-se, o ado­raram; e, abrindo os seus tesouros, lhe ofer­taram dádi­vas: ouro, incen­so e mir­ra. E, sendo por div­ina rev­e­lação avisa­dos em son­hos para que não voltassem para jun­to de Herodes, par­ti­ram para a sua ter­ra por out­ro cam­in­ho.” Mateus 2:1–12

Sabe­mos que, fisi­ca­mente, nen­hu­ma estrela pode se mover no céu e guiar a alguém a um deter­mi­na­do local.

Out­ra con­cepção erra­da é a que vemos nos presé­pios rep­re­sen­tan­do a cena do nasci­men­to de Jesus, nos quais se colo­cam os reis magos chegan­do e entre­gan­do seus pre­sentes à Jesus. Na real­i­dade eles não estiver­am lá. Porque podemos afir­ma isso? Os his­to­ri­adores declar­am que Herodes mor­reu no ano 4 a.C. Ime­di­ata­mente, podemos con­cluir que Jesus nasceu antes dis­so, pelo menos 6 a.C., ou ante­ri­or­mente. Por­tan­to, Jesus não nasceu no ano zero de nos­sa era. Se os magos foram a Herodes para indagá-lo sobre o nasci­men­to do Rei dos Judeus, eles cer­ta­mente não estavam com Jesus durante o seu nasci­men­to. Lem­bramos ain­da que Herodes man­dou sol­da­dos a per­cor­rer toda a Judéia para matar todos os meni­nos até 2 anos de idade. Isso com­pro­va que o nasci­men­to ocor­reu 1 a 2 anos antes da chega­da dos magos.

Como pode­ri­am os magos conec­tar a estrela ao nasci­men­to de um rei?

Quan­do o pro­fe­ta Daniel esta­va exi­la­do na Babilô­nia, ele se tornou o líder e super­vi­sor dos sábios da Pér­sia (que eram os magos). Por­tan­to, na real­i­dade Daniel pode ter provi­do a infor­mação que lev­ou os magos a procu­rar pelo nasci­men­to do Mes­sias, o Rei dos Judeus. Não podemos rela­cionar isso dire­ta­mente, mas é pos­sív­el que essa infor­mação ten­ha sido pas­sa­da aos magos de que algu­ma coisa fora do comum acon­te­ceria durante o alin­hamen­to dos plan­e­tas, ocor­ri­do no ano 6 a.C., durante a pri­mav­era.

Exis­tem reg­istros que que nesse ano ocor­reu tal alin­hamen­to ou con­vergên­cia dos plan­e­tas na con­ste­lação e Áries. Uma das “estre­las”, na real­i­dade o plan­e­ta Júpiter, esta­va rela­ciona­da a um rei. Mas, de onde rela­cionaram sobre tal rei ser judeu? Exis­tem escritos de Ptolomeu, da antigu­idade, que rela­ciona a con­ste­lação de Áries à Judéia. Por­tan­to, quan­do os magos viram Júpiter e demais plan­e­tas jun­ta­mente na área da con­ste­lação de Áries, inferi­ram ser o anún­cio do nasci­men­to do Rei dos Judeus. Isso os lev­ou a par­tirem para a Judéia a inda­gar sobre o nasci­men­to de tal rei, levan­do as dádi­vas de ouro, incen­so e mir­ra, bens pre­ciosos e valiosís­si­mos à época.

Dica # 4 — Os Sacerdotes e os seus Turnos

A nar­ra­ti­va do nasci­men­to de Jesus foi descri­ta por Lucas con­forme o tex­to abaixo:

“Exis­tiu, no tem­po de Herodes, rei da Judeia, um sac­er­dote, chama­do Zacarias, da ordem de Abi­as, e cuja mul­her era das fil­has de Arão; o nome dela era Isabel. E eram ambos jus­tos per­ante Deus, viven­do irrepreen­sivel­mente em todos os man­da­men­tos e pre­ceitos do Sen­hor. E não tin­ham fil­hos, porque Isabel era estéril, e ambos eram avança­dos em idade. E acon­te­ceu que, exercendo ele o sac­erdó­cio diante de Deus, na ordem da sua tur­ma, segun­do o cos­tume sac­er­do­tal, coube-lhe em sorte entrar no tem­p­lo do Sen­hor para ofer­e­cer o incen­so. E toda a mul­ti­dão do povo esta­va fora, oran­do, à hora do incen­so. Então, um anjo do Sen­hor lhe apare­ceu, pos­to em pé, à dire­i­ta do altar do incen­so. E Zacarias, vendo‑o, tur­bou-se, e caiu temor sobre ele. Mas o anjo lhe disse: Zacarias, não temas, porque a tua oração foi ouvi­da, e Isabel, tua mul­her, dará à luz um fil­ho, e lhe porás o nome de João.” Lucas 1:5–13

Exis­tem reg­istros até hoje sobre a ordem e os turnos dos sac­er­dotes. Se desco­b­ri­mos quan­do o turno dos sac­er­dotes da ordem de Abi­as esta­va sendo exer­ci­do, ter­e­mos o ano do nasci­men­to de Jesus. Eles exer­ci­am suas ativi­dades em sem­anas. Dividi­ram o tem­po em vinte e qua­tro turnos, caben­do à ordem de Abi­as o oita­vo turno. Em I Crôni­cas 24 encon­tramos a insti­tu­ição e sequên­cia das ordens dos sac­er­dotes.

“E os repar­ti­ram por sortes, uns com os out­ros; porque hou­ve maio­rais do san­tuário e maio­rais da Casa de Deus, assim den­tre os fil­hos de Eleazar, como den­tre os fil­hos de Ita­mar. E os reg­istrou Semaías, fil­ho de Natanael, o escrivão den­tre os lev­i­tas, per­ante o rei, e os príncipes, e Zadoque, o sac­er­dote, e Aimeleque, fil­ho de Abi­atar, e os chefes dos pais entre os sac­er­dotes e entre os lev­i­tas; uma den­tre as casas dos pais se tomou para Eleazar, e se tomou out­ra para Ita­mar. E saiu a primeira sorte a Jeoiaribe, a segun­da, a Jedaías; a ter­ceira, a Harim; a quar­ta, a Seorim; a quin­ta, a Malquias; a sex­ta, a Miamim; a séti­ma, a Hacoz; a oita­va, a Abi­as; a nona, a Jesua; a déci­ma, a Seca­nias; a undéci­ma, a Elia­sibe; a duodéci­ma, a Jaquim; a déci­ma ter­ceira, a Hupá; a déci­ma quar­ta, a Jese­be­abe; a déci­ma quin­ta, a Bil­ga; a déci­ma sex­ta, a Imer; a déci­ma séti­ma a Hezir; a déci­ma oita­va, a Hapis­es; a déci­ma nona, a Petaías; a vigési­ma, a Jeezquel; a vigési­ma primeira, a Jaquim; a vigési­ma segun­da, a Gamul; a vigési­ma ter­ceira, a Delaías; a vigési­ma quar­ta, a Maazias. O ofí­cio destes, no seu min­istério, era entrar na Casa do Sen­hor, segun­do lhes fora orde­na­do por Arão, seu pai, como o Sen­hor, Deus de Israel, lhe tin­ha orde­na­do.” I Crôni­cas 24:5–19

Sabe­mos que Zacarias exer­cia suas funções de sac­er­dote e que era no oita­vo turno, mas não sabe­mos definir exata­mente quan­do se ini­ci­a­va e ter­mi­na­va a sua sem­ana (a da ordem de Abi­as). Como resolver isso? A respos­ta está nos escritos encon­tra­dos no Mar Mor­to.

Dica # 5 — Os Pergaminhos do Mar Morto

Foi encon­tra­do nos pergam­in­hos do Mar Mor­to um cal­endário dos turnos dos sac­er­dotes. Os turnos começavam na quar­ta-feira após o Equinox mas, descrito de for­ma difer­en­ci­a­da, ou seja, “quan­do o sol se mostrar e bril­har no cen­tro do céu, na base do cofre, da noite até a man­hã, no quar­to dia da sem­ana dos fil­hos de Gamul, no primeiro mês do ano.” Por­tan­to, a refer­ên­cia é clara que o cal­endário dos sac­er­dotes começa­va numa quar­ta-feira durante Equinox. Ain­da, os acha­dos nos pergam­in­hos apre­sen­tam algu­mas datas, sendo que uma delas cor­re­sponde à que esta­mos con­sideran­do (iní­cio do turno do sac­er­dote respon­sáv­el durante o nasci­men­to de Jesus).

As infor­mações exis­tentes no Tal­mude apre­sen­tam a data da destru­ição do Tem­p­lo no ano 70 d.C., indi­can­do o turno dos sac­er­dotes da época. Por­tan­to, ao ser fei­ta a regressão ao tem­po de Herodes, de acor­do com a sequên­cia dos turnos esta­b­ele­ci­da pelo Rei Davi, cheg­amos ao turno do Sac­er­dote Abi­as.

Como os pergam­in­hos foram escritos antes da vin­da do Mes­sias, pode-se faz­er a pro­gressão para deter­mi­nar o ano do turno de Abi­as, até se chegar ao mes­mo ano obti­do pela regressão dis­cu­ti­da ante­ri­or­mente. Tais proces­sos lev­am à con­statação do mes­mo perío­do.

Essas obser­vações nos lev­am ao mês de Nisan, do final de março ao começo de abril do ano sex­to antes de Cristo (6 a.C.), em nos­so cal­endário Gre­go­ri­ano, mais pre­cisa­mente ao dia 20 de março. Se for con­sid­er­a­do o cal­endário dos sac­er­dotes no Tal­mude, nos lev­am à mes­ma data.

Dica # 6 — O Testemunho de Hipólito

Exis­tem reg­istros nos arquiv­os do Vat­i­cano, atribuí­dos a Hipól­i­to, um dos pais da igre­ja, e foi dito que ele havia indi­ca­do o dia 25 de dezem­bro, mas tais escritos foram cen­sura­dos, pois na real­i­dade ele infor­mou que o Mes­sias havia nasci­do no mês de Nisan

Dica # 7 — O Tabernáculo de Moisés

Um dos para­le­los usa­dos por Deus para demon­strar a nos­sa redenção é a insti­tu­ição do Tabernácu­lo de Moisés, que é o sím­bo­lo da habitação do Sen­hor entre nós. Sabe­mos que o Tabernácu­lo foi insti­tuí­do durante a pere­gri­nação do povo de Deus pelo deser­to após a sua saí­da mirac­u­losa do Egi­to.

Out­ro para­le­lo que nos chama a atenção é notar que o perío­do de ges­tação do homem é de 9 meses. Esse foi o mes­mo perío­do de tem­po que lev­ou para a con­strução do Tabernácu­lo, de sua con­cepção até ser com­ple­ta­do.

“Falou mais o Sen­hor a Moisés, dizen­do: No primeiro mês, no primeiro dia do mês, lev­an­tarás o tabernácu­lo da ten­da da con­gre­gação,” Êxo­do 40:2

Observe a data deter­mi­na­da por Deus para a mon­tagem do Tabernácu­lo, no primeiro dia de Nisan (no primeiro dia do primeiro mês). Essa é a data em que tudo se ini­cia, tudo se tor­na novo, no primeiro dia da pri­mav­era.

Conclusão

As evidên­cias aci­ma apon­tam para o nasci­men­to de Jesus no dia 20 de março de nos­so cal­endário atu­al. Cer­ta­mente, não no dia em que hoje se comem­o­ra o Natal.

Deus insti­tu­iu um Novo Tes­ta­men­to com a vin­da de Seu Fil­ho, esta­b­ele­cen­do vida nova para os que O aceitam incondi­cional­mente. Quan­do aceita­mos a Sua pre­sença habi­tan­do em nós tudo se ren­o­va e vive­mos em novi­dade de vida.

“ …como Cristo ressus­ci­tou dos mor­tos pela glória do Pai, assim andemos nós tam­bém em novi­dade de vida.”Romanos 6:4

Deus é pre­ciso, abso­lu­to, e deter­mi­nou todos os tem­pos den­tro de seu cal­endário para nós enquan­to pere­gri­nos aqui na ter­ra. Quan­do Ele veio para nos res­gatar, Ele mudou o nos­so cal­endário de a.C. para d.C.. O vel­ho se tornou novo. Uma nova era se inau­gurou.

Todos os acon­tec­i­men­tos através da história tin­ham que ocor­rer da for­ma como ocor­reram para que Jesus chegasse na hora pre­de­ter­mi­na­da por Deus. Da mes­ma for­ma todos os acon­tec­i­men­tos devem se desen­ro­lar em um preparo cuida­doso para a Sua Segun­da Vin­da. Isso inclui todos os prob­le­mas, difi­cul­dades, e “atra­sos” que enfrenta­mos, os quais nos con­duzem ao momen­to exa­to do cumpri­men­to do cal­endário de Deus.

Lem­bre-se que “todas as coisas con­tribuem jun­ta­mente para o bem daque­les que amam a Deus,” Romanos 8:28, como tam­bém para o cumpri­men­to dos even­tos que Deus ain­da vai oper­ar na humanidade.

Oração

Se você ain­da não aceitou a Jesus como seu reden­tor e sal­vador pes­soal, faça a seguinte oração, em voz alta, para que tan­to você quan­to os espíri­tos que habitam nas regiões celes­ti­ais ouçam e teste­munhem a sua toma­da de decisão:

Sen­hor Jesus, é mar­avil­hoso saber como Tu operas na humanidade através dos sécu­los, e no momen­to exa­to, Tu envi­aste o Teu Fil­ho Jesus para nascer, mostrar o Cam­in­ho, ser sac­ri­fi­ca­do e mor­rer como o Cordeiro de Deus que tira o peca­do do mun­do. E, con­forme a Tua Palavra, que não pode men­tir, Ele ressus­ci­tou ao ter­ceiro dia, e após apare­cer aos Seus dis­cípu­los por 40 dias, subiu aos céus na pre­sença deles. Sen­hor, eu con­fes­so o meu peca­do e recon­heço a min­ha dependên­cia de Ti e Te aceito como o meu Sal­vador e Reden­tor pes­soal. Entra em meu coração e vem habitar em mim. Trans­for­ma a min­ha vida segun­do a Tua sober­ana von­tade. Amém.

Se você fez essa oração com sin­ceri­dade diante de Deus, o seu nome foi inscrito no Livro da Vida (con­forme descrito no livro do Apoc­alipse). Pela fé, você pas­sou à cat­e­go­ria de fil­ho de Deus e herdeiro das promes­sas que Ele tem para a sua vida descritas na Bíblia Sagra­da.

RC Brud­er

bruderrc@gmail.com

Nota: Esse estu­do foi basea­do nos comen­tários extraí­dos de uma palestra do Rabi Mes­siâni­co Jonathan Cahn no pro­gra­ma Jim Bak­er Show, de 12 de novem­bro de 2012.